Todos os passageiros do avião sudanês
seqüestrado na noite desta terça-feira, 26, e desviado
para a cidade líbia de Kafra foram libertados, informaram
fontes da aviação civil do Sudão. Oito tripulantes
continuam como reféns.
As fontes, no entanto, disseram que os autores
do seqüestro continuam no avião, e os negociadores
tentam convencê-los a se entregarem às autoridades
líbias. O avião, um Boeing 737 propriedade da companhia
sudanesa Sun Air que transportava 87 passageiros, foi obrigado
a aterrissar em Kufra pelos seqüestradores, que usam armas
brancas. Segundo a BBC, o avião tentou inicialmente aterrissar
no Cairo, no Egito, mas não recebeu permissão. Os
seqüestradores exigiram então que a aeronave fosse
abastecida na cidade de Kufra, no deserto da Líbia, com
combustível suficiente para viajar até a França.
As negociações para a libertação
começaram na terça-feira à noite, com a mediação
do piloto da aeronave, segundo autoridades da aviação
civil de Cartum. As mesmas fontes disseram que, se os seqüestradores
se entregarem às autoridades líbias, serão
extraditados ao Sudão.
Em um primeiro momento, o piloto informou à torre de controle
do aeroporto de Kafra que havia dez seqüestradores a bordo
do avião, mas mais tarde assegurou que o número
podia ser maior, segundo a imprensa local. De acordo com o piloto,
os seqüestradores afirmaram que pertencem ao Movimento de
Libertação do Sudão (MLS).
Entre os passageiros, há antigos rebeldes que se tornaram
membros da Autoridade Transitória do Darfur, um governo
provisório responsável pela execução
de um acordo de paz alcançado em 2006 entre o governo e
uma das facções rebeldes, afirmou um segurança
do aeroporto de Nyala, sob a condição de anonimato.
O MLS é apenas uma das dezenas de milícias envolvidas
conflito em Darfur. Desde 2003, quando os confrontos começaram,
mais de 300 mil sudaneses morreram e cerca de 2,5 milhões
de pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas.
OPINIÃO
DO LEITOR
Fonte:estadaol