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Situada no pico da Serra da Mantiqueira a uma altitude de 1.160
metros, com temperaturas que oscilam entre 10 a 28 graus, Barbacena
está localizada a 312 km do Rio de Janeiro , 603 km de São
Paulo, 178 km de Belo Horizonte e 205 km de Ouro Preto, sendo a
porta de entrada para Minas Histórica. Além do transporte
rodoviário, conta com aeroporto local e é servida
por malha ferroviária para transporte de cargas.
Com cerca de 130 mil habitantes, a cidade abriga um importante
pólo estudantil, com destaque para a Escola Preparatória
de Cadetes e a Escola Federal Agrotécnica, a Universidade
Presidente Antônio Carlos-Unipac e a UEMG.
A história de Barbacena tem início em 1698m quando
o capitão Garcia Rodrigues Paes, filho do bandeirante Fernão
Dias, abre um caminho que parte do Rio de Janeiro até a Borda
do Campo, o primeiro núcleo colonial desta imensa região
e entroncamento dos Caminhos Velho e Novo, posteriormente Estrada
Real. Por este Caminho Novo das Minas Gerais não só
passaram todas as riquezas do ciclo do ouro, como também
foi palco de vários episódios históricos do
século XVIII, entre eles a Guerra dos Emboabas e a Inconfidência
Mineira.
Em 1791, com a exploração do ouro já em decadência,
o então chamado Arraial da Igreja Nova de Nossa Senhora da
Piedade da Borda do Campo foi elevado à categoria de vila
e município, recebendo o nome de Barbacena, em homenagem
ao Visconde do mesmo nome. Esse acontecimento se deu simultaneamente
aos desdobramentos da Inconfidência Mineira em 1789. Cinco
dos principais envolvidos no citado movimento, incluindo Joaquim
da Silva Xavier e Joaquim Silvério dos Reis, tinham ligações
com Barbacena.
Pontos Históricos
Fazenda da Borda do Campo
Uma das mais antigas de Minas Gerais, com mais de 300 anos. Deu
origem à cidade de Barbacena e sua construção
antecede a fase do ouro (1698). Foi local de encontro dos inconfidentes
e teve vários hospedes ilustres, entre os quais, D Pedro
I e o Duque de Caxias. É tombada pelo Patrimônio Histórico
Nacional e pertence à Família Andrada.
Solar dos Penna
Construção datada de 1829, localizada na praça
Conde de Prados, também conhecida como Jardim do Globo. Abriga
o Museu Municipal de Barbacena onde é contada a história
de Barbacena desde os tempos dos índios Puris até
a modernidade, registrando aspectos culturais e folclóricos
. Há registro e objetos das famílias tradicionais,
entre as quais; os Andradas e os Bias Fortes. É destaque
também a Sala de Imprensa, que guarda relíquias da
imprensa regional e nacional.
Solar dos Andradas
Edificação estilo colonial com seu interior e fachada
conservada na originalidade. Está localizado na praça
principal da cidade, denominado de Praça dos Andradas, número
14. Pertence à Família Andrada.
Santuário de Nossa Senhora da Piedade
Edificação inciada em 9 de dezembro de 1743, passando
a funcionar como matriz em 27 de novembro de 1748. A arquitetura
barroca, célula-mãe de Barbacena. O seu frontispício
lembra as soluções portuguesas, especialmente as da
região de Lisboa. Em sua torre direita há um relógio
doado por D. Pedro II, quando de sua estadia em Barbacena. A obra
é tombada pelo patrimônio Histórico.
Igreja da Boa Morte
O início de sua construção data de 21 de outubro
de 1792, tendo as obras se estendido até meados do século
XIX. Feita basicamente de pedra e madeira, abriga no seu interior
robusta obras de acabamento em pedra. Recentemente foi denominada
de Igreja de Nossa Senhora Assunção, tendo em vista
os dogmas da igreja e a representação no trono do
altar-mor de Nossa Senhora, que no Rio de Janeiro é venerada
como Nossa Senhora da Glória.
Casa da Cultura
Antiga cadeia pública, datada do final do século XIX,
projeto do arquiteto português Alpoim, hoje intitulada Casa
da Cultura. Foi reformada em 1983, sem preservar suas características
originais. Tomada pelo Patrimônio Histórico do Estado,
pertence ao acervo administrado pela Fundação de Cultura
da Cidade.
Estação Ferroviária
Situada na praça Adriano de Oliveira, conhecida também
como praça da Estação. Edificação
imponente do começo do século que pertenceu a extinta
RFFSA Rede Ferroviária Federal. O imóvel é
cedido ao município em regime de comodato e abriga o “CEFEC
“ Centro Ferroviário de Cultura com sala de vídeo,
espaço do corpo e dança, galeria de artes e biblioteca
infanto juvenil. É também a sede da FUNDAC –
Fundação Municipal de Cultura e da CENATUR –
Empresa Municipal de Turismo
Museu George Bernanos
Foi residência do escritor francês e conserva móveis,
fotos, documentos e várias obras do escritor. Está
situado na Alameda do mesmo nome no bairro Caiçaras. É
administrado pela Fundac.
Museu da Loucura
Criado por convênio entre a Fundac e a Fhemig em 16 de agosto
de 1996. Está situado no Centro Hospitalar Psiquiátrico
de Barbacena. O Museu da Loucura, é o fruto de um ambicioso
plano de resgate da memória histórica da cidade, onde
é contados a história de 93 anos de sofrimentos, exclusão
e estigmas. É também um tributo às vítimas
anônimas do lendário Hospital Colônia da cidade.
Casa Emeric Marcier
Foi residência do pintor romeno que dizia em suas andanças
pelo mundo, nunca ter encontrado luz com a de Barbacena. Aqui ele
encontrou o ambiente ideal para edificar uma obra monumental, marcada
pela sensibilidade e pela técnica apurada e que conquistou
admiradores no mundo todo. A edificação foi tombada
em 1999 pelo Patrimônio Histórico Estadual e será
o Museu Emeric Marcier. O imóvel é administrado pela
Fundac.
Fonte: Idinando Borges
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